Termo de consentimento esclarecido sobre Mastopexia

Baseado no termo de consentimento elaborado pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA

O conhecimento e o entendimento das informações abaixo mencionadas são muito importantes antes da realização de qualquer cirurgia plástica. Estas informações poderão servir como um MANUAL DE CABECEIRA”, caso você opte em ser operado, recordando-lhe as instruções fornecidas durante as consultas.

As propostas e cirurgias serão realizadas de acordo com os princípios éticos de respeito pelo ser humano e de minimização de resultados insatisfatórios, sempre dentro de uma conduta adequada e cientificamente aceita.

Existem alguns fatores na evolução da cirurgia que não dependem da atenção do cirurgião plástico, e, portanto, “não será possível garantir resultados”. Uma técnica apurada poderá colaborar no sentido de minimizar diversas situações desfavoráveis. A colaboração plena do paciente, através do seguimento das instruções dadas pelo cirurgião, no pré e pós-operatório também se reveste de grande importância.

É IMPORTANTE O ESCLARECIMENTO SOBRE OS SEGUINTES PONTOS:

  • As complicações, comuns a TODA e qualquer tipo de cirurgia, podem eventualmente ocorrer, apesar de todos os cuidados dispensados pela equipe cirúrgica e devem ser consideradas, como: alergias, complicações anestésicas, respiratórias e cardíacas.
  • Após a cirurgia, existirão cicatrizes, que serão permanentes. Todos os esforços serão feitos para torná-las o menos evidente possível. As cicatrizes são uma consequência da cirurgia, portanto, pondere quanto a conviver com elas após a cirurgia. A maioria das cicatrizes se apresentam maduras nos 12 primeiros meses, porém podem sofrer modificações em seu aspecto até mesmo após o 18º mês. A qualidade da cicatriz, depende primordialmente de fatores relacionados a própria paciente. Não sendo, portanto, possível prever a ocorrência de queloides ou cicatrizes hipertróficas. Porém caso ocorra alguma destas alterações cicatriciais existem tratamentos para corrigir ou melhorar o aspecto estético das mesmas.
  • Deiscência de sutura (abertura de pontos) é uma complicação bastante comum e depende de vários fatores como: cicatriciais, hormonais, genéticos; e pode ser resolvida com paciência e um prazo maior, desde que se siga as instruções dadas. Pode ou não ser indicado um novo procedimento para correção da mesma.
  • Haverá edema (inchaço) na área operada e que permanecerá por meses.
  • Poderá haver alteração da pigmentação cutânea com aparecimento de manchas ou descoloração nas áreas operadas, que poderão permanecer por alguns dias, semanas, menos frequentemente por meses e até mesmo permanentes. Porém caso ocorra alguma dessas alterações existem tratamentos para melhorar o aspecto estético das mesmas.
  • Poderá haver sangue ou secreções acumuladas nas áreas operadas, requerendo drenagem ou curativos cirúrgicos em uma ou mais oportunidades.
  • Poderá haver áreas de perda de sensibilidade nas partes operadas. Tais alterações poderão ser parciais ou totais por um período indeterminado de tempo.
  • Poderá haver dor ou prurido (coceira, ardor) no pós-operatório em maior ou menor grau de intensidade por um período de tempo indeterminado.
  • Assim como TODO e qualquer procedimento invasivo, poderão ocorrer infecções apesar de todos os cuidados da equipe, pois toda ferida cirúrgica serve como porta de entrada para microrganismos.
  • Poderá haver áreas de pele, em maior ou menor extensão, com perda de vitalidade biológica, por redução da circulação sanguínea, acarretando alterações, podendo levar a ulcerações e até necrose de pele, que serão reparáveis através de curativos ou até em novas cirurgias, objetivando resultado o mais próximo possível da normalidade.
  • Durante e após o ato cirúrgico pode ocorrer o entupimento dos vasos por coágulos sanguíneos e/ou gordura devido a vários fatores.
  • A retração da pele que o paciente apresentará, estão intimamente ligadas a fatores hereditários, genéticos e hormonais, que são característicos de cada indivíduo e influenciam no resultado final de uma cirurgia, sem que o cirurgião possa interferir.
  • Ocasionalmente, poderá haver transtornos do comportamento afetivo, em geral, na forma de ansiedade, depressão ou outros estados psicológicos mais complexos.
  • É certo que tabagismo, o uso de tóxicos, drogas e álcool são fatores que eventualmente não impedem a realização de cirurgias, mas podem determinar complicações pós-operatórias.
  • É sabido que durante o ato operatório existem aspectos que não podem ser previamente identificados e, por isso, eventualmente necessitarão de procedimentos adicionais ou diferentes daqueles inicialmente programados.
  • O bom resultado, embora almejado, não pode ser garantido em sua totalidade, devido à capacidade reacional individual ao ato cirúrgico propriamente dito e ao processo cicatricial. Desta forma, caso haja necessidade de cirurgia complementar, para melhorar o resultado obtido ou corrigir um eventual insucesso, está claro que os custos de materiais hospitalares e anestésicos não são de responsabilidade do cirurgião e sim do paciente, mesmo que o cirurgião e sua equipe, apesar de estarem autorizados a cobrar por tais procedimentos, optem por não estabelecer honorários profissionais.

AS PERGUNTAS MAIS COMUNS QUANTO A ESSA CIRURGIA SÃO:

O que é a mastopexia como ficarão minhas novas mamas, em relação ao tamanho e consistência?

R: A cirurgia de mastopexia é uma cirurgia com o intuito de tratar a flacidez das mamas. Nela removemos o excesso de pele e reposicionamos o tecido mamário. Não é o intuito mudar o volume das mamas, mas podemos tanto diminuí-la retirando pequena quantidade de glândula mamaria, quanto aumentá-la com uso de implantes (próteses) mamários.

É necessário o uso de próteses?

R: Não. Porém quando a paciente possui flacidez de pele e pouco volume de glândula mamaria (após emagrecimentos ou após a amamentação quando pode ocorrer atrofia glandular) podemos utilizar uma prótese mamaria para complementar o volume das mamas. Nestes casos o uso de próteses da uma consistência mais firme as mamas e deixa um colo (polo superior) mais harmônico.

O pós-operatório desta cirúrgica é doloroso?

R: Geralmente não. Este pós-operatório é bastante confortável, desde que você obedeça às instruções médicas. Eventualmente poderá ocorrer manifestação dolorosa, que facilmente cederá com os analgésicos receitados pelo seu médico. Evite a automedicação.

Há perigo nesta operação?

R: Todo ato médico inclui no seu bojo, um risco variável e a cirurgia plástica, como parte da medicina, não é exceção. Pode-se minimizar o risco, preparando-se convenientemente cada paciente, mas não eliminá-lo completamente. É importante também salientar que, este procedimento deve sempre ser realizada por cirurgiões plásticos habilitados (verifique se o seu cirurgião tem titulo de especialista emitido pela sociedade brasileira de cirurgia plástica, única sociedade capacitada para expedição de tal titulo no site www.cirurgiaplastica.org.br), não devendo ser realizadas em consultórios e sim em hospitais devidamente equipados para intervir em qualquer intercorrência que por ventura venha a ocorrer. Quando realizada por cirurgião plástico habilitado, em hospitais equipados e em pacientes saudáveis, este é um procedimento com índice de complicações muito baixo.

Qual o tipo da anestesia utilizada?

R: Na grande maioria dos casos utilizamos a anestesia local com sedação, porém em determinados casos a anestesia geral poderá ser indicada, esta escolha é feita pelo medico anestesiologista, que é o especialista neste tipo de procedimento de acordo com critérios clínicos de segurança para a paciente.

Quanto tempo dura o ato cirúrgico?

R: Em média de 2 a 3 horas. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de centro cirúrgico, pois, esta permanência envolve também o período de preparação anestésica e recuperação pós-operatória. Seu médico poderá lhe informar quanto ao tempo total.

Qual o período de internação?

R: Em geral a paciente tem alta no mesmo dia da cirurgia. Raramente a paciente necessita dormir no hospital, a não ser em caso de associação desta com outro procedimento cirúrgico.

É necessário o uso de Soutien pós-operatório? Por quanto tempo? e qual tamanho devo usar?

R: A utilização de um soutien especifico para pós-operatório é bastante recomendado, porém não obrigatório. Este tipo de soutien, é mais firme permitindo menos movimentação da mama e portanto sendo bem mais confortável para a paciente.

Caso a paciente deseje pode utilizar outros modelos, desde que não possuam aro de ferro no seu bojo.

O uso de soutien é obrigatório no primeiro mês, 24 horas por dia, inclusive para dormir.

No segundo e terceiro mês, o uso de soutien no período em que a paciente estiver dormindo é facultativo, porém ainda sendo obrigatório seu uso durante o dia. Neste período não é mais necessário o uso do soutien especifico de pós-operatório.

Após o 3º mês o uso é facultativo à paciente. Lembre-se que devido ao efeito da gravidade, não usar o soutien pode acarretar em um efeito menos duradouro para este tipo de cirurgia.

Como são feitos os curativos?

R: A ferida cirúrgica demora 48 horas para estar totalmente impermeável a água e aos microrganismos contidos nela. Quando utilizados curativos impermeáveis (filme de PVC) pode-se tomar banho normalmente, desde que não se retire o curativo nestas primeiras 48 horas.

Não precisando realizar nenhum cuidado especifico com a ferida cirúrgica neste período (primeiras 48 horas). Apenas o uso do Soutien.

No terceiro dia a paciente deverá retirar o curativo e:

– Lavar a ferida no banho, com água corrente e sabonete neutro.

– Secar a ferida com secador de cabelos, com vento frio.

– Passar Mertiolate (clorexidina) sobre a cicatriz

– Colocar um absorvente de mama ( utilizados na amamentação). Absorvente comum, tipo Carfree costumam, com muita frequência, causar reações alérgicas quando utilizados sobre a ferida.

– utilizar o soutien para ajudar a fixar o absorvente no local. Não recomendo o uso de esparadrapo, pois mesmo os antialérgicos, comumente causam reações alérgicas, provocando bolhas (semelhantes a queimaduras) que podem deixar cicatrizes nos locais.

Caso não seja utilizado curativo impermeável, deve-se proceder da seguinte forma:

 

-A ferida cirúrgica não deve ser lavada com água nas primeiras 48 horas. Neste período deve-se utilizar apenas soro fisiológico e mertiolate.

Após esse período, seguir as orientações descritas acima.

Caso ocorra abertura de pontos informe seu médico, pois ele pode esclarecer sobre curativos e uso de medicações adequadas

Quando são retirados os pontos?

R: Geralmente são utilizados pontos que são retirados entre o 7º e o 21º dia pós-operatório.

 Quando poderei retornar as minhas atividades regulares? 

R: O retorno as atividades diárias é gradativo e variável. Nos primeiros dias deve-se observar a importância do repouso, porém repouso não quer dizer ficar deitada imóvel, nem mesmo sem mexer os braços como se costuma ouvir. A movimentação dos braços e permitida desde a alta da paciente, desde que cuidadosamente. Não se deve forçar e em caso de dor não continuar o movimento, a própria paciente será capaz de perceber quais serão os seus limites. A direção de automóveis será permitida em geral após 15 dias, desde que a paciente se sinta segura para tal. Atividades físicas só devem ser iniciadas apos um mês de pós-operatório, de forma gradual e respeitando os limites do seu corpo.

Não será permitida exposição a luz solar e a iluminação fluorescente (bronzeamento artificial) enquanto a área operada encontra-se com equimoses (manchas roxas), pois poderá cursar com hiperpigmentação duradoura ou até mesmo permanente. Mesmo após a saída dos ‘roxos’ deve-se passar filtro solar, principalmente nas cicatrizes, mesmo que estas estejam cobertas pelas vestes, ate que a cicatriz se encontre madura, sobre risco de evoluir com hiperpigmentação.

 Quando poderei retornar aos meus exercícios ?

R: Depende do tipo de exercícios. Aqueles relativos aos membros inferiores, poderão ser reiniciados após 15 dias, Assim como exercícios aeróbicos (ex: caminhada, transport e bicicleta ergométrica) evitando-se os de alto impacto (ex: corrida, spinning e jumpping). Os exercícios que envolvam o membro superior, geralmente devem aguardar 60 dias.

Qual a evolução pós-operatória?

R: A mama, operada, passará por vários períodos evolutivos no período imediato, apesar das mamas se apresentarem com aspecto bastante melhorado, sua forma e volume ainda estão aquém do resultado planejado. Lembre-se desta observação: nenhuma mama será “perfeita” no pós-operatório imediato. O resultado final se dará entre o 3º até o 18º mês.

Se lhe ocorrer a preocupação no sentido de “desejar atingir o resultado definitivo antes do previsto”, não faça disto motivo de sofrimento: tenha a devida paciência, pois seu organismo se encarregará espontaneamente de dissipar todos os transtornos imediatos que, infalivelmente chamarão a atenção de alguma pessoa que não se furtará à observação: “será que isto vai desaparecer mesmo?”. É evidente que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser transmitida ao seu médico, que lhe dará os esclarecimentos necessários para sua tranquilidade.

 Os resultados são definitivos, ou minha mama poderá novamente aumentar e ficar flácida?

R: O resultado de uma mamoplastia e bastante duradouro, em geral, porém o processo de envelhecimento é continuo e a cirurgia não o interrompe. Com o tempo poderá ocorrer novamente das mamas ficarem com formato ou tamanho indesejável. Outros fatores como genética, regulação hormonal, ganho ou perda de peso, além da qualidade da pele (estrias facilitam a flacidez), dentre outros, também influenciam no resultado final.

Em aproximadamente 10  % dos pacientes, a ocorrência de flacidez pode ocorre precocemente, já nos primeiros meses,devido a falta de elasticidade da pele (mais comum em pacientes com estrias), nestes casos devemos realizar revisão da cirurgia, sob anestesia local com sedação retirando mais pele. Raramente são necessários mais de uma revisão cirúrgica. Mas em raros casos isto poderá ser necessário.

A cirurgia de mastopexia deixa cicatrizes, onde elas se localizam?

R: Felizmente, esta cirurgia permite-nos colocas as cicatrizes bastante disfarçadas, o que é muito conveniente nos primeiros meses onde estas cicatrizes devido ao processo normal da cicatrização ficam mais grossas e avermelhadas. A cicatriz só chega ao seu resultado final em torno do 18º mês.

Existem inúmeras técnicas, cada uma com suas indicações. Em nosso serviço optamos preferencialmente pela técnica com cicatriz em “t” invertido, por em nossa opinião apresentar o melhor “custo x beneficio”. Porem sempre avaliamos todas as possibilidades para cada caso.

Ouvi dizer que algumas pacientes ficam com cicatrizes muito visíveis?

R: Certas pacientes apresentam tendência à cicatrização hipertrófica ou ao quelóide. Essa tendência, entretanto, poderá ser avaliada, até certo ponto, durante a consulta inicial. Pessoas de pele negra têm maior predisposição ao quelóide ou à cicatriz hipertrófica, entretanto, isto não é uma regra absoluta. A análise das cicatrizes prévias nos facilitará o prognóstico cicatricial, porém é impossível prever a ocorrência ou não este tipo de cicatrização. O fato de se ter uma cicatriz boa ou um quelóide não significa que a próxima cicatriz se comportara da mesma forma. Este tipo de complicação depende exclusivamente da cicatrização da paciente e não dos cuidados tomados pela equipe cirúrgica.

Existe correção para as cicatrizes hipertróficas e queloides?

R: Vários recursos clínicos e cirúrgicos nos permitem melhorar tais cicatrizes inestéticas. Não se deve confundir, entretanto, o “período mediato” da cicatrização normal (do 30º dia até o 12º mês) como sendo uma complicação cicatricial.  As cicatrizes hipertróficas podem ser tratadas através de procedimentos ancilares (ambulatoriais) desde o seu surgimento, porém o tratamento cirúrgico destas só é recomendado após o 18º mês ao contrario dos queloides que podem ser tratados cirurgicamente mais cedo.

No caso de nova gravidez, a amamentação fica prejudicada? E o resultado permanecerá ou ficará prejudicado?

R: O seu ginecologista lhe dirá da conveniência ou não de nova gravidez. A prótese de mama não exerce influencia sobrea a amamentação. Quanto ao resultado, poderá ser preservado ou não. Assim como uma pessoa que não possui prótese nas mamas, ela pode evoluir ou não com flacidez após a amamentação.

O diagnostico do câncer de mama fica prejudicado com as próteses?

R: Não, a prótese de mama não prejudica o diagnostico do câncer de mama, nem a avaliação de nódulos que surjam no decorrer da vida da paciente. Hoje em dia já é possível inclusive fazer mamografia em pacientes portadoras de próteses mamarias, só devendo avisar antes da realização deste exame, para que se use a técnica adequada.

É necessário trocar estas próteses ? Quando?

R: Não existe um período de duração determinado para as próteses mamarias mais modernas.

Não existe mais aquela recomendação de trocar as próteses de 10 em 10 anos.

Hoje em dia o consenso é que as próteses só devem ser trocadas caso ocorra algum tipo de complicação que faça este procedimento ser necessário. A incidência destas ocorrências é bastante baixa, A maioria das pacientes ficará com as próteses o resto da vida, porém tem que se saber que sempre haverá a possibilidade de alguma intercorrência que faça necessário a troca do implante.

O que é Trombose? Isto pode ocorrer na minha cirurgia?

R: A trombose venosa profunda (TVP) é uma doença causada pela formação de um trombo (coágulo sanguíneo) dentro de um vaso (veia), o que pode resultar em bloqueio do sangue, impedindo-o de fluir através deste vaso.  Seus principais sintomas são edema e dor.

Nossa principal preocupação é que pode acontecer deste coagulo se desprender e se movimentar na corrente sanguínea, este fenômeno é chamado de embolia. Em uma embolia o coagulo pode ficar preso no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves e até mesmo a morte.

A trombose ocorre devido a três fatores:  alguma anormalidade da coagulação (hipercoagulabilidade), lesão da parede do vaso sanguíneo (trauma, infecção,…) ou quando há uma diminuição da velocidade do fluxo sanguíneo. Como na cirurgia o(a) paciente fica muito tempo em repouso, tanto durante a sua realização, quanto no período de recuperação pós-operatória, o risco de se desenvolver uma trombose esta aumentado quando realizamos cirurgias.

Existe algum método preventivo para evitar que eu tenha trombose no pós-operatório?

R: Sim. Existem medidas profiláticas que visam diminuir o risco de se desenvolver esta patologia. Porém é bom esclarecer que todas as medidas apenas diminuem o risco, não sendo possível eliminar totalmente o risco de se desenvolver uma Trombose ou uma Embolia.

Esta prevenção é feita através da utilização de uma tabela de analise dos fatores de risco para o aparecimento de trombose. Para cada fator de risco encontrado, são atribuídos pontos e de acordo com a pontuação final, o risco de se desenvolver trombose é classificado em baixo, médio e alto.

De acordo com o risco de se desenvolver trombose o cirurgião opta por tomar medidas profiláticas, que podem ser divididas em clinicas ( uso de bota de pressão intermitente, massagem, deambulação precoce, uso de meias elásticas,…) ou medicamentosas (uso de anticoagulantes).

Porém algumas destas medidas também podem cursar com complicações, como por exemplo o uso de anticoagulantes pode levar a hemorragias, por isso temos que analisar o risco de se desenvolver trombose e o risco de se desenvolver hemorragias para decidir em qual caso devemos tomar quais medidas.

Por este motivo, não existe uma regra a ser usada na prevenção da trombose em todas as pacientes. O cirurgião tem que analisar cada paciente, para decidir qual o melhor método que se aplica.

Eu tomo Hormônios (anticoncepcional, reposição hormonal) posso continuar usando?

R: É recomendado que se pare o uso destes hormônios, pelo menos 10 dias antes da realização da cirurgia. Porém seu uso não impede que se realize o procedimento cirúrgico.

O Anticoncepcional é um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento dos fenômenos tromboembólicos (trombose e embolia) e a suspensão do seu uso diminui significativamente a ocorrência de tais problemas.

Caso a paciente opte em não parar de tomar, tem que saber que estará com risco aumentado de trombose, sendo neste caso, extremamente importante que a relate ao cirurgião que esta usando esta medicação.

Eu fumo, isto pode prejudicar a Cirurgia? Quanto tempo devo ficar sem fumar?

R: SIM. O cigarro é um dos principais responsáveis pelo aparecimento de complicações cirúrgicas. Acarretando em problemas tanto durante a cirurgia, quanto no pós-operatório.

Dentre estas complicações, podemos citar: Pneumonia, trombose, embolia, necrose de pele, deficiência da cicatrização, abertura de pontos. Além destas inúmeras outras complicações cirúrgicas podem ser causadas pelo fumo.

A suspensão do cigarro, para que diminua significativamente a chance destas complicações deve ser feita com 30 dias de antecedência. O ideal que que a paciente não fume até o 30º dia de pós-operatório, pois neste período o fumo aumenta bastante a chance de queloides e cicatrizes hipertróficas.

Caso a paciente opte por não parar de fumar, a cirurgia poderá sim, ser realizada, mas ela tem que estar ciente que esta aumentando e muito o risco de complicações e de resultados indesejados.

Caso a paciente opte por não parar de fumar, ou por parar por um período inferior ao recomendado é de extrema importância, que ela relate ao cirurgião a verdade, para que possamos tomar alguns outros cuidados com intuito de tentar minimizar o risco.

Mesmo que não pare de fumar pelo tempo recomendado, parar por um tempo menor, ou apenas diminuir a quantidade de cigarros fumados, não elimina, mas diminui o risco de complicações.

 Pode ser necessária a realização de cirurgias complementares (retoques)?

R: Sim. Pode ser necessária a realização de cirurgias complementares para se obter um resultado final melhor.

Há vários fatores que condicionam o resultado deste procedimento: A técnica a ser usada, os cuidados pós-operatórios, a colaboração do paciente, medidas dietéticas adequadas, exercício físico, genética, etc.

As alterações do aspecto da cicatriz e a flacidez precoce (em geral ocorre entre o 6º e o 12º meses de pós-operatório), são as causas mais comuns de indicação destes procedimentos.

É interessante observar, que são considerados retoques a correção de pequenas imperfeições. No caso de ser necessário um procedimento secundário por: ganho de peso no pós-operatório, pelo aumento das mamas por alterações hormonais, pelo processo natural de envelhecimento, ou por outros motivos não inerentes a cirurgia este não será considerado retoque e serão cobrados honorários para a sua realização.

RECOMENDAÇÕES PRÉ-OPERATÓRIAS:

  • Informe sobre uso de medicamentos. Lembre-se que vitaminas e produtos ditos naturais também são considerados remédios e podem ser prejudiciais. O uso de medicações como antidepressivos tricíclicos, hipoglicemiantes orais, anti-inflamatórios, anticoagulantes, hormônios e drogas ilícitas devem ser comunicados, no pré-operatório, pois nestes casos serão necessárias condutas específicas, diferentes da rotina cirúrgica normal.
  • Interrompa o uso das seguintes substâncias
  • – 30 dias antes:  Fumo
  • – 15 dias antes: Ácido Acetil Salicílico (A.A.S., Aspirina, Doril, etc…)
  • – Vitamina E
  • – Fitoterápicos (Ginkgo Billoba, Ginseng, Comprimidos de Alho, Arnica, dentre outros)
  • – Anfetaminas
  • – 10 dias antes:  Hormônios (anticoncepcionais e reposição hormonal)
  • – 1 dia antes: Hipoglicemiantes orai
  • Comunique qualquer anormalidade que eventualmente ocorra, quanto ao seu estado geral
  • Comunique seu medico em caso de uso de drogas ilícitas
  • Jejum – não coma nada. Não beba nem água no período estabelecido pelo médico.

RECOMENDAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS:

  • Evite esforços, principalmente na 1ª semana. O que limitará os movimentos é a dor. Se determinado movimento estiver causando dor, não deverá ser realizado. Respeite os limites do seu corpo. Não é permitida a realização de movimentos bruscos e nem fazer força com o membro superior durante 30 dias.
  • Alimentação normal (salvo em casos especiais). Recomendamos alimentação hiperprotéica (carnes, ovos, leite), verduras (principalmente as verde-escuras, como espinafre, couve, brócolis, etc.), legumes e frutas. Não comer doces, gorduras, frituras, etc., esses alimentos são muito calóricos e serão prejudiciais ao resultado final da cirurgia. É importante alimentar-se de forma correta e equilibrada!
  • Não se exponha ao sol ou iluminação fluorescente (bronzeamento artificial) enquanto apresentar equimoses (manchas roxas), pois elas podem se transformar em manchas. Os roxos geralmente somem em torno de 2 a 4 semanas, porém este período é variável para cada pessoa.
  • As cicatrizes não podem apanhar sol direto por um período de 18 meses. Utilize bloqueadores solares, mesmo quando estiverem cobertas.
  • O retorno às atividades habituais e ao trabalho varia de acordo com a resistência de cada indivíduo, em média 3 a 4 dias. A condução de veículos poderá ser efetuada a partir do 15ºdia.
  • Obedeça à prescrição médica. Só utilize medicações prescritas pelo seu médico. Não fazer uso de medicamentos, pomadas, cremes ou massagens indicadas por vizinhos, amigos ou outras pessoas, por mais inofensivas que elas pareçam ser.
  • Retorne ao consultório para os curativos subseqüentes e acompanhamento pós-cirúrgico, nos dias e horários estipulados.